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No âmbito da parceria das Conferências do Estoril com a Yazda, Fareeda Khalaf, a jovem yazidi que conseguiu fugir do autoproclamado Estado Islâmico, foi hoje recebida na Assembleia da República Portuguesa, com o objetivo de ver reconhecido, formalmente, o genocídio cometido pelo Estado Islâmico contra o seu povo, os Yazidi.

 

Teresa Violante, diretora das Conferências do Estoril, acompanhou Fareeda Khalaf numa audiência conjunta realizada pelas Comissões Parlamentares de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.

A audiência teve como objetivo o reconhecimento formal, pela Assembleia da República Portuguesa, do genocídio cometido contra o povo Yazidi, e a adoção consequente das medidas necessárias para que os responsáveis pelo mesmo venham a responder em tribunal pelos seus crimes.

Fareeda Khalaf foi oradora na última edição das Conferências do Estoril, em maio de 2017. Em agosto, um memorando de entendimento foi assinado entre a Yazda e as C.E., tornando as Conferências do Estoril o representante oficial da Organização Yazda em Portugal, a par da Nadia’s Initiative.

Fareeda Khalaf foi vítima de escravidão sexual e uma de muitas mulheres agredidas, violadas e vendidas em mercados de escravatura em Raqqa, Síria. Fareeda conseguiu escapar de um campo militar pertencente ao Estado Islâmico perto do campo de gás de Omar, onde se encontrava presa, tendo depois fugido para a Alemanha, onde relatou a sua história e continuou os estudos. É coautora do best-seller “A rapariga que derrotou o Estado Islâmico”.