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Nome: Edward Joseph Snowden

Local: Estados Unidos da América

Ocupações: Intelligence contractor; Administrador de Sistemas

Áreas de atividade: Sistemas de vigilância em massa; Privacidade e segurança on-line; defesas cibernéticas;


Edward Snowden tornou-se centro de controvérsia quando, em 2013, divulgou vários segredos da NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA) que incluíam uma ordem judicial que exigia à Verizon, uma companhia de telecomunicações, que entregasse dados acerca de milhões dos seus subscritores e um programa chamado PRISM que, alegadamente, dava à NSA, ao FBI e ao Government Communications Headquarters (o equivalente britânica da NSA), “acesso direto” aos servidores de companhias como a Google, Facebook, Microsoft ou Apple.

Estas informações foram publicadas pelos jornais The Guardian e The Washington Post e reveladas por Snowden durante um encontro entre o próprio e jornalistas, em Hong Kong, para onde Snowden viajara de modo a divulgar as informações que recolhera. A 14 de junho de 2013, os Estados Unidos da América acusaram Edward Snowden de espionagem. Snowden trocou Hong Kong pela Rússia, onde vive atualmente como exilado.

Apesar de as primeiras publicações não terem divulgado a fonte, Snowden decidiu revelar-se por considerar que, não tendo feito algo de errado, não havia necessidade de se esconder. Em abril de 2014, o The Guardian US e o The Washington Post foram galardoados com o prémio Pulitzer pelo seu serviço público ao revelarem os documentos da NSA. Snowden considerou o prémio “uma vindicação” dos seus esforços para tornar os programas secretos de vigilância do conhecimento do público.

Snowden é tópico de dois filmes – Citizenfour, um documentário, vencedor, em 2015, do Óscar para ‘Melhor Documentário’ e Snowden, um thriller político e biográfico baseado nos livros The Snowden Files, de Luke Harding, e Time of the Octopus, de Anatoly Kucherena. Snowden foi produzido e realizado por Oliver Stone e chegou às salas de cinema em 2016.