Vila de contrastes. Cascais orgulha-se da sua originalidade.

Entre a serra de Sintra e o mar, foi palco dos Descobrimentos, que deixaram marcas nos fortes de S. Jorge de Oitavos e de Nossa Senhora da Luz.

A partir de 1870 a vila torna-se residência da realeza, aristocracia e alta burguesia, e com elas surge a modernidade: constroem-se novas estradas, que ligam Cascais a Oeiras e Sintra e surge o Teatro Gil Vicente, trazendo fôlego à vida cultural. Erguem-se casas de veraneio, que hoje são cartões-postais da vila. As praias acolhem a moda aristocrática do “ir a banhos”, surgindo nesse recorte chalés e palacetes de charme.
Com o fascínio do Rei D. Carlos pelo mar, Cascais começa a receber iates de luxo. Torna-se também um polo de desportos náuticos: em 1903 é inaugurado o Centro Náutico de Cascais e realizam-se diversas regatas. Mais de um século depois mantem-se essa vocação com a America's Cup World Series ou o RC 44.

A partir de 1913 intensifica-se o cosmopolitismo de Cascais, graças ao projeto do Casino Estoril, que incluía um jardim-parque e um grande palácio-hotel. São João, São Pedro e o Monte Estoril são inundados por chalés, palacetes e hotéis de luxo. Cascais torna-se, mais tarde, refúgio para exilados de luxo durante a II Guerra Mundial.

Juntamente com as personalidades que vieram para a Costa do Sol durante esse período, chegam espiões, polícias e jornalistas de todo o mundo, criando um clima de suspense digno de filme. O Hotel Palácio, no Estoril, era um dos principais locais frequentados pelos espiões. Hospedado ali em 1941, acredita-se que foi este o cenário geral que inspirou Ian Fleming a criar a personagem James Bond. Nos últimos anos, Cascais tem-se apoiado nesta sua tradição e tem vindo a tornar-se fortemente cosmopolita.
Mas a diversidade cascalense não se esgota nas suas riquezas naturais. Nos últimos anos, o Centro de Congressos do Estoril, onde têm lugar as Conferências do Estoril, tem sido também o palco de encontros internacionais nas mais diversas áreas - económica, social e política. E a inauguração da Casa das Histórias Paula Rego trouxe a Cascais uma vocação cultural de projeção internacional.