O prémio Bolsa de Investigação, atribuído no âmbito das Conferências do Estoril, teve como objetivo incentivar e distinguir a investigação sobre a temática geral da interação entre a globalização e as dinâmicas locais.

No valor de 15 mil euros, o prémio foi atribuído à melhor proposta de investigação apresentada por jovens até aos 30 anos.  

Os projetos de investigação tinham de  ser escritos em língua portuguesa, e abordar um dos temas previamente definidos pelo Júri: 

 - Alterações climáticas e regimes internacionais

 - Segurança energética, tensões internacionais e prevenção de conflitos

 - A África Sub-Sahariana e o sistema internacional: desafios futuros

 - Governação global, novo multilateralismo e o modelo europeu

 - O comércio internacional e a segurança alimentar

 

O Júri composto por:

 - Professor Doutor Luís Lobo-Fernandes, Universidade do Minho

 - Professor Doutor Luís Moita, Universidade Autónoma de Lisboa

 - Professor Doutor Miguel Santos Neves, IEEI

 - Professor Doutor José Manuel Pureza, Universidade de Coimbra

 - Professor Doutor Viriato Soromenho-Marques, Fundação Calouste Gulbenkian

 

Selecionou três finalistas para o prémio de 2011:

João Filipe Gonçalves - "Migração Ambiental: a Situação no Mediterrâneo e Desafios para a União Europeia"
João Veiga Esteves - "Integração Regional, Segurança Energética e Prevenção de Conflitos - o Papel de Moçambique no Sudeste Africano"
Leonardo de Mello Dutra - "O Negócio Social para o Bottom Billion - o Caso de Angola"

 

A Bolsa de Investigação 2011 foi atribuída a João Veiga Esteves para o projeto - "Integração Regional, Segurança Energética e Prevenção de Conflitos - o Papel de Moçambique no Sudeste Africano."

A temática do projeto, que envolve a análise das complexas relações entre segurança energética, prevenção de conflitos e integração regional no contexto africano, tem inegável relevância e atualidade no atual contexto internacional em que a competição entre Estados, protagonizada pelas grandes empresas estatais, pelo acesso a recursos energéticos se intensifica e a insegurança energética emerge como um fator essencial de agravamento das tensões internacionais.
Neste contexto, o projeto procura contribuir para uma melhor compreensão do papel do nível regional e das organizações regionais, com referência à experiência da SADC, na prevenção de conflitos através do reforço da segurança energética assente no desenvolvimento da cooperação e das redes de abastecimento regionais, na partilha de boas práticas e exploração de economias de escala, na diversificação das fontes de abastecimento, contrariando desta forma a tendência ainda dominante de nacionalismo energético.

A originalidade do projeto reside especialmente na forma interessante e inovadora como articula as dimensões global, regional e local na análise do processo complexo de integração energética regional, assim como no propósito de pensar soluções concretas para ultrapassar os obstáculos e potenciar as oportunidades, salientando o papel estratégico potencial de Moçambique.

João Nuno de Albuquerque Veiga Esteves tem 25 anos, é licenciado em Economia e Mestre em Desenvolvimento e Cooperação Internacional pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa